Com a entrada em vigor de regulamentos voltados para a segurança da informação, diversas empresas devem estruturar e comprovar a maturidade de seus processos de segurança. Nesse contexto, o papel dos Security Operations Centers (SOCs) vai além da simples detecção e resposta a incidentes. Para atender às normas, os SOCs precisam garantir governança, padronização e eficiência.
A segurança cibernética é um dos principais pilares para a continuidade operacional e o sucesso de organizações. É nesse cenário que o SOC-CMM (Security Operations Center Capability Maturity Model) surge como uma ferramenta estratégica.
O SOC-CMM é mais do que um modelo de avaliação de maturidade. A partir dele, são estruturados processos, políticas e controles que se conectam diretamente com exigências de conformidade. Isso inclui normas como a Network and Information Security (NIS2), o Digital Operational Resilience Act (DORA) e frameworks globais como a ISO 27001.
Ao longo deste artigo, vamos explorar como o SOC-CMM fortalece a governança dos SOCs e facilita o cumprimento de normas. Veja a seguir como o modelo agrega valor para as organizações que buscam excelência operacional e conformidade em um ambiente regulatório desafiador!
SOC-CMM: o elo entre maturidade e conformidade
A principal vantagem do SOC-CMM é que ele não se limita a ser uma ferramenta de avaliação de maturidade: ele é um facilitador de conformidade. O modelo integra processos e controles que alinham os SOCs com as regulamentações de forma prática.
O SOC-CMM é projetado para garantir que os SOCs tenham suas operações otimizadas e adaptáveis aos riscos dinâmicos do ambiente cibernético. Por isso, o modelo fornece uma abordagem estruturada para governança, um elemento crítico para alguns regulamentos.
A governança do SOC dentro do SOC-CMM é abordada em profundidade no domínio Business. O modelo exige a documentação do processo de governança, a definição clara de responsabilidades, e a aplicação de métricas e auditorias internas. Esses controles não só garantem a transparência nas operações do SOC, mas também facilitam a adaptação às novas exigências regulatórias.
Embora o SOC-CMM seja frequentemente visto como uma ferramenta de avaliação, sua verdadeira força está na capacitação do SOC. Ele permite que os centros operem de forma eficiente dentro de um framework de conformidade. O modelo facilita a adaptação a mudanças regulatórias, promovendo uma cultura de melhoria contínua e responsabilidade da alta gestão. O compliance não é apenas uma questão de evitar multas, mas de fortalecer a postura de segurança e gerar confiança no mercado.
Como o SOC-CMM apoia a conformidade com a NIS2?
A NIS2 estabelece um conjunto de requisitos rigorosos para garantir a segurança cibernética de entidades essenciais e importantes na União Europeia. Entre as exigências, destacam-se a gestão de riscos cibernéticos, monitoramento contínuo e notificação de incidentes em prazos específicos.
O SOC-CMM tem um papel fundamental em facilitar o cumprimento dessas normas, proporcionando uma estrutura clara e eficaz para cada um desses aspectos. Saiba mais a seguir!
Gestão de riscos cibernéticos e monitoramento contínuo
A NIS2 exige que as organizações adotem uma gestão de riscos cibernéticos robusta e realizem monitoramento contínuo de ameaças. O SOC-CMM, por sua vez, incorpora esses requisitos de forma estruturada, no domínio Process.
Neste domínio, o modelo oferece diretrizes claras sobre a implementação de processos de monitoramento e gestão de incidentes. Além disso, existem normas sobre o uso de ferramentas para garantir que os riscos sejam identificados e mitigados em tempo hábil.
No SOC-CMM, existe a aplicação de métricas de desempenho e o uso de auditorias internas. Esses fatores garantem que o SOC esteja não apenas em conformidade com os requisitos da NIS2, mas também com a eficiência operacional necessária para responder rapidamente a incidentes.
Notificação de incidentes em tempo hábil
A NIS2 exige que as organizações notifiquem incidentes graves dentro de 24 horas e forneçam um relatório completo em até 72 horas. O SOC-CMM estrutura a resposta a incidentes com controles e processos claros, conforme estabelecido no domínio Services. Isso inclui desde a identificação de incidentes até a comunicação com stakeholders e autoridades, garantindo que o SOC esteja preparado para atender aos prazos estabelecidos pela diretiva.
Além disso, o SOC-CMM promove a auditoria contínua e a avaliação da eficácia desses processos. Isso assegura que os controles de conformidade não sejam apenas implementados, mas também mantidos ao longo do tempo.
Qual a conexão entre SOC-CMM e DORA?
O DORA exige que as instituições financeiras da Europa adotem medidas rigorosas para garantir a resiliência operacional, com um foco específico na segurança cibernética e gestão de incidentes. Para atender a essas exigências, o SOC-CMM Risk-driven oferece um framework robusto e adaptável, ideal para SOCs que precisam alinhar suas operações às demandas do regulamento.
Gestão de incidentes
O DORA exige um processo de gestão de incidentes que vá além da detecção e aborde a resposta e recuperação de forma estruturada. O SOC-CMM fornece diretrizes claras para gerenciamento de incidentes, com controles de priorização e resposta que asseguram que os SOCs possam atuar de maneira ágil e eficiente. Com suas auditorias contínuas, facilita que a resposta a incidentes seja sempre eficiente e alinhada às necessidades do regulamento.
Foco em riscos
O SOC-CMM Risk-Driven coloca o gerenciamento de riscos no centro de suas operações. Esse enfoque permite que o SOC se adapte rapidamente ao cenário de ameaças, utilizando informações de risco para priorizar atividades e detectar incidentes com mais precisão. A automação, um ponto essencial do modelo, aumenta a eficiência, tornando as operações do SOC mais ágeis e capazes de lidar com o aumento de complexidade exigido pelo DORA.
Integração de inteligência de ameaças
A inteligência de ameaças cibernéticas (CTI) desempenha um papel fundamental no SOC-CMM, especialmente no nível Risk-Driven. Nele, o modelo integra dados de CTI para melhorar a detecção de ameaças e ajustar a resposta a incidentes. Isso permite que os SOCs antecipem ataques e ajustem suas operações em tempo real, um requisito central do DORA, que exige que as instituições financeiras tenham a capacidade de identificar e mitigar riscos cibernéticos de forma contínua e eficaz.
SOC-CMM e a proteção de dados sob a GDPR
O Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) foi estabelecido para garantir a proteção de dados pessoais dentro da União Europeia, mas seu impacto vai além das fronteiras da Europa. Organizações ao redor do mundo, que processam dados de cidadãos europeus, precisam estar em conformidade com suas exigências. Entre as obrigações da lei também estão a transparência sobre como esses dados são usados e medidas de segurança para evitar violações.
A integração do SOC-CMM com a GDPR, assim como a NIS2 e o DORA, é crucial para a conformidade regulatória. Além disso, melhora a eficiência operacional e a gestão de riscos. Com foco em governança e processos de segurança, o modelo oferece uma estrutura robusta para que os SOCs respondam categoricamente a incidentes, especialmente os que envolvem dados pessoais.
No que diz respeito a processamento de dados, a GDPR exige que as organizações adotem medidas técnicas e organizacionais adequadas para proteção. O SOC-CMM facilita isso ao integrar métricas de segurança e auditorias internas.
Já em relação a resposta a incidentes, a GDPR define prazos rigorosos para notificação de incidentes de segurança. Em caso de violação de dados, as empresas devem informar as autoridades dentro de 72 horas após a detecção.
Como falamos anteriormente, O SOC-CMM estabelece controles para garantir que o SOC tenha procedimentos bem definidos para resposta a incidentes. Isso inclui a notificação de violações em tempo hábil, como exige o regulamento.
Avaliação de impacto
Uma das exigências da GDPR é a avaliação de impacto sobre a proteção de dados (DPIA). A norma exige que as organizações façam essa análise antes de realizar operações que possam afetar os dados pessoais.
E como O SOC-CMM ajuda nesse processo? A partir de seu modelo claro para identificar, avaliar e mitigar riscos cibernéticos, especialmente em relação aos dados pessoais.
Transparência e documentação
A conformidade com a GDPR exige que as organizações mantenham registros detalhados de todas as atividades de processamento de dados pessoais. E o SOC-CMM reforça a necessidade de transparência e documentação!
O modelo exige que os SOCs documentem seus processos de segurança, incluindo auditorias internas e registros de incidentes. Isso ajuda a garantir que a conformidade com a GDPR seja comprovada de forma clara e estruturada.
A integração do SOC-CMM com a GDPR permite que além de cumprir as exigências do regulamento, os SOCs estabeleçam uma base sólida para a proteção de dados pessoais.
SOC-CMM e LGPD: garantindo conformidade no Brasil
A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) é a legislação brasileira que estabelece regras sobre a coleta, uso, armazenamento e compartilhamento de dados pessoais. Embora tenha sido inspirada na GDPR, a lei possui especificidades adaptadas à realidade do Brasil, exigindo que empresas, independentemente de seu porte, adotem medidas rigorosas de proteção de dados pessoais.
A integração do SOC-CMM com a LGPD é semelhante à da GDPR: vai além de atender aos requisitos de conformidade. Ela proporciona uma base para fortalecer a postura de segurança das organizações, garantindo a gestão eficiente dos dados e a proteção contra incidentes.
Uma avaliação de riscos associados ao tratamento de dados pessoais também é exigida pela LGPD. E, como abordamos anteriormente, o SOC-CMM ajuda a estruturar processos para mitigar possibilidades de violações cibernéticas e garantir a conformidade.
O modelo facilita a implementação de controles internos, como auditorias regulares e monitoramento contínuo, certo? Bom, eles são essenciais para manter a conformidade com a LGPD.
Além disso, a estratégia estruturada para documentação dos processos de segurança e registros de incidentes do SOC-CMM é fundamental para lei brasileira. Isso porque é um requisito da LGPD para garantir que as ações tomadas possam ser auditadas e transparentes.
Os frameworks SOC-CMM, ISO 27001 e NIST CSF 2.0 são complementares?
Tanto o NIST Cybersecurity Framework (CSF) 2.0 quanto a ISO 27001 são frameworks amplamente adotados para a gestão de segurança cibernética e gestão de riscos. O NIST CSF 2.0 foca em fornecer uma abordagem estruturada para a resiliência operacional e gestão de riscos cibernéticos.
Já a ISO 27001, estabelece um sistema de gestão de segurança da informação, com foco na proteção de dados sensíveis e na implementação de controles de segurança da informação. Embora tenham focos diferentes, ambos os frameworks se complementam e podem ser aplicados simultaneamente para criar uma postura de segurança robusta e resiliente.
SOC-CMM e NIST CSF 2.0
O SOC-CMM Risk-Driven complementa diretamente o NIST CSF 2.0, fornecendo um modelo de maturidade operacional para os SOCs. Enquanto o NIST se concentra na gestão de riscos cibernéticos de forma ampla, o SOC-CMM oferece uma estratégia prática e estruturada para melhorar continuamente a eficiência operacional dos SOCs.
SOC-CMM e ISO 27001
Por outro lado, a ISO 27001 é uma referência internacional para gestão de segurança da informação e complementa o SOC-CMM ao fornecer a estrutura necessária para implementar controles de segurança de forma abrangente. O SOC-CMM detalha como gerenciar e melhorar os processos de SOC, garantindo que a segurança operacional atenda às exigências da ISO 27001.
Combinação dos três frameworks
A combinação do SOC-CMM, NIST CSF 2.0 e ISO 27001 oferece uma abordagem abrangente e robusta para garantir a segurança cibernética e a conformidade regulatória. Integrando esses frameworks, as organizações podem garantir que seus processos de SOC atendam aos padrões de segurança exigidos. E mais: que operem de forma eficiente, ágil e adaptável às mudanças e ameaças contínuas no ambiente cibernético.
Benefícios práticos: SOCs maduros e compliance facilitado
Implementar o SOC-CMM oferece benefícios práticos para organizações que buscam melhorar sua postura de segurança e atender às exigências regulatórias. O modelo auxilia na conformidade com normas e frameworks nacionais e internacionais. Além disso, aprimora a eficiência operacional dos SOCs, promovendo uma operação mais ágil e capaz de responder rapidamente a incidentes.
Redução de lacunas e riscos de não conformidade
A principal vantagem de adotar o SOC-CMM é a redução de lacunas nos processos de segurança, o que é essencial para atender às exigências regulatórias. O modelo oferece uma estrutura clara para a gestão de riscos cibernéticos, o que permite aos SOCs identificar e mitigar vulnerabilidades.
Eficiência e agilidade operacional
Ao adotar o SOC-CMM, os SOCs melhoram a eficiência operacional por meio da automação de processos críticos e da implementação de métricas de desempenho. Isso resulta em respostas mais rápidas a incidentes, além de proporcionar um monitoramento contínuo que garante a proteção constante dos dados e sistemas.
Transparência e rastreabilidade
O SOC-CMM também garante maior transparência nas operações do SOC, com a implementação de auditorias internas e a documentação dos processos, o que facilita a rastreabilidade das atividades. Além disso, o modelo assegura que a organização esteja sempre pronta para auditorias externas, tornando o compliance não apenas um objetivo, mas uma parte da rotina operacional.
Adoção de uma cultura de melhoria contínua
O SOC-CMM promove uma cultura de melhoria contínua no SOC. Isso significa que os processos não são estáticos. Pelo contrário, são regularmente avaliados e aprimorados. Isso assegura que a organização possa se adaptar de forma eficiente às mudanças nas regulamentações e ao cenário dinâmico das ameaças cibernéticas.
Geração de confiança no mercado
Ao implementar o SOC-CMM e demonstrar conformidade com regulamentos exigentes, as empresas aumentam sua credibilidade no mercado. A certificação SOC-CMM é reconhecida globalmente, mostrando aos stakeholders e clientes que a organização está comprometida com a segurança cibernética e a conformidade regulatória.
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